Com a ocorrência de novas mortes, anunciadas por moradores nas redes sociais – elevando para 10 óbitos -, provocadas por pneumonia e hemorragia, a situação ficou mais crítica no município de Cametá, na Região do Baixo Tocantins, nordeste paraense. As autoridades já confirmaram 8 óbitos oficiais.

A suspeita é de que as mortes sejam em consequência de complicações provocadas pela variante H3N2 do vírus influenza, da gripe. Não se descarta a possibilidade da Flurona, como vem sendo chamada a infecção dupla de gripe e Covid-19.

A Secretaria Municipal de Saúde de Cametá encaminhou as amostras retiradas dos pacientes mortos e as encaminhou ao Laboratório Central do Estado (Lacen) para análise. Todos os óbitos estavam relacionados a jovens de até 30 anos de idade.

Devido essa situação gravíssima que o município vem enfrentando, o prefeito de Cametá deverá anunciar nas próximas horas, através de decreto, medidas drásticas para tentar conter os avanços do vírus que ainda não foi diagnosticado oficialmente pelas autoridades, que pode estar associada com a covid-19 e a influenza. Se isso se concretizar, a situação pode se tornar uma grave ameaça à saúde da população cametaense.

Sem respostas das autoridades municipais, familiares de outros pacientes vem utilizando as redes sociais para relatar outros casos no município. As redes sociais e a imprensa local viraram as armas mais importantes em Cametá para que a situação viesse à tona.

Victor Cassiano destacou que a situação é grave , o Hospital Regional de Cametá não tem ITI e está lotado. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) segue também na capacidade máxima, muitos pacientes em estado grave, com pneumonia e hemorragia, mas ainda sem um diagnóstico final da doença.

Enquanto isso, os profissionais da saúde do município seguem sendo desvalorizados pelo poder público municipal; muitos seguem exaustos e sem uma remuneração digna de plantões, outros alegam falta de luvas e equipamentos de proteção individual.

Em entrevista ao repórter Márcio Mendes, Vitor Cassiano Prefeito de Cametá, que ficou indignado com as festas que ocorreram nesse período de decreto no município, disse que essas pessoas são irresponsáveis e serão punidas com prisões.

 

Fonte: Folha de Cametá
Foto: Reprodução