Depois de perder a patrocinadora principal e anunciar que está à venda, a Williams mostrou nesta sexta-feira sua nova pintura para esta temporada da Fórmula 1. Era esperado um carro predominantemente azul, cor tradicional da equipe, mas as imagens divulgadas mostram uma predominância de branco.

Apesar do momento complicado, que vem depois de o time, que é um dos mais vitoriosos da história da F1, ter ficado em último lugar no mundial pelos últimos dois anos, a chefe da equipe em exercício, Claire Williams, garantiu que a equipe tem o orçamento para esta temporada.

 

 

O rompimento com a patrocinadora máster veio depois que a empresa RoKit não ter pago nenhuma das parcelas que deveria à equipe neste ano. A associação com a marca, que tinha começado ano passado, havia originalmente mudado a pintura do carro do tradicional azul para o vermelho durante os testes de pré-temporada. A Williams, contudo, não chegou a fazer nenhuma corrida oficial com ela, já que a pandemia do coronavírus atrasou o início da temporada, que será dia 5 de julho.

Para 2020, a Williams contará com o badalado George Russell, que faz sua segunda temporada na F1 e é cotado para ser companheiro de Lewis Hamilton na Mercedes no ano que vem, e com o estreante canadense Nicholas Latifi, que vem do vice-campeonato da F2 ano passado e traz consigo o aporte financeiro da família de bilionários do setor alimentício.

 

 

É justamente pela injeção financeira da família Latifi que a Williams não estaria em uma situação financeira tão complicada como o fato de o time ter sido colocado à venda sugere. O diretor técnico da F1, Ross Brawn, inclusive, afirmou que a equipe teria “compradores sérios” interessados. Há a possibilidade, ainda, de a família Williams manter parte das ações da empresa.

Outro fator que aponta para uma recuperação da Williams é o pacote de mudanças que entram em vigor na Fórmula 1 nos próximos anos, como o teto de gastos para as equipes e o escalonamento de desenvolvimento aerodinâmico dependendo da posição do campeonato, ou seja, os últimos colocados poderão desenvolver mais seus carros do que os primeiros.

 

 

 

Fonte: UOL
Foto: Divulgação